O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou
o aumento das três faixas do salário
mínimo estadual. Os reajustes foram superiores ao concedido neste ano pelo
governo federal, de 14,13%. A primeira faixa,
que inclui os trabalhadores domésticos agropecuários, pescadores, contínuos e
os de serviços de limpeza, teve aumento de 15%, passando de R$ 600 para R$
690,00.
A segunda faixa, onde estão operadores de máquinas, tintureiros,
manicures e cabeleireiros, foi reajustada em 14,75%, passando de R$ 610,00 para
R$ 700,00. A terceira faixa, por sua vez, teve elevação de 14,52%, de R$ 620
para R$ 710,00 e inclui os setores de higiene e saúde, vendas e segurança
privada. A
estimativa é de que as novas faixas do salário mínimo paulista beneficiem cerca
de 7,8 milhões de trabalhadores. O governo paulista planeja enviar o projeto de
lei que estabelece o aumento à Assembleia Legislativa nos próximos dias. O
reajuste das três faixas é válido a partir de 1º de março.
Alckmin informou ainda que pretende
antecipar o reajuste das três faixas do piso salarial paulista para janeiro, o
que deve acontecer, segundo ele, em 2014, ano de eleições para sucessão ao
Palácio dos Bandeirantes. A expectativa do governo é de que, em 2013, o
reajuste seja antecipado para fevereiro. "No ano que vem, ele será a
partir de 1º de fevereiro e, depois, chegaremos a 1º de janeiro", disse
Alckmin, em cerimônia na capital paulista.
Em entrevista coletiva, Alckmin
atribuiu o reajuste do mínimo estadual acima do aumento dado pelo governo
"à dinâmica da economia paulista". "O reajuste é superior, mas
ele não é tão diferente", disse. "A economia de São Paulo é mais
dinâmica e essa é a lógica do piso estadual. Há um piso para todo o Brasil, mas
as unidades da federação com economias mais fortes podem avançar mais."
Servidores
O governador anunciou ainda um
reajuste de 14,28% no piso salarial concedido a servidores públicos do Estado,
ativos e inativos, que passou de R$ 630 para R$ 720. O aumento beneficia mais
de 33 mil funcionários públicos e representa um impacto adicional de
aproximadamente R$ 37 milhões por ano aos cofres públicos.
Alckmin informou também que o governo e as
centrais sindicais irão discutir, neste ano, a possibilidade de haver
modificações nas atuais faixas do piso salarial paulista. "Há alguns que
acham que deveria diminuir, ter apenas duas faixas", afirmou. "Há
outros, no entanto, que acham que três faixas é o ideal, mas há também quem
ache que a gente deveria ter um piso também para as áreas técnicas",
acrescento












